Centro de Arte Risoleta

José Potyguara da Frota e Silva

JOSÉ POTYGUARA DA FROTA E SILVA, conhecido por José Potyguara, nasceu em 1903 em Sobral/CE e faleceu em 03.11.1990 no Rio de Janeiro. Seu pai era Hipólito de Albuquerque Silva e sua mãe Rita da Frota e Silva, que foram para o antigo Território Federal do Acre no início do século XX, mais precisamente para a região de Tarauacá, que na época ainda se chamava Seabra. Seu pai foi um dos primeiros desbravadores da região e foi prefeito de Tarauacá no fim da década de 1920.

José Potiguara se formou em Direito em sua cidade natal, Sobral/CE, e foi exercer o cargo de promotor público em Tarauacá e Feijó até o fim da década de 1930. Depois foi promotor de justiça em Rio Branco/AC. José Potiguara foi advogado, professor, escritor, jornalista, promotor de justiça e ativista cultural.

É considerado um dos maiores intérpretes da alma acreana e da realidade dos seringais.

Na literatura foi um dos primeiros escritores a se dedicar à temática acreana, destacando-se como romancista e contista. Escreveu os seguintes livros:

Sapupema: contos amazônicos, 1942;
Vidas Marcadas, 1957;
Terra Caída, 1961;
Do Seringal ao Asfalto, 1984.

Escreveu ainda as peças de teatro Alma Acreana, que foi encenada em 1930 em escola de Tarauacá e musicada pelo tbm cearense Mozart Donizetti, músico autor da música do Hino Acreano. Escreveu tbm a peça Razões do Coração em 1932, que foi encenada na mesma semana de inauguração do Teatro Municipal de Tarauacá. Esse teatro hoje tem o seu nome, Teatro Municipal José Potiguara. Em Rio Branco existe a Escola Municipal José Potiguara, pois ele tbm se destacou como professor do Colégio Acreano.

Em 1967 ele recebeu o título de Cidadão Acreano.

Escola Municipal José Potyguara no município de Rio Branco – Acre